sábado, 16 de janeiro de 2010

Amor, Felicidade e Autoconhecimento




No campo das ciências espiritualistas, místicas e esotéricas o Amor normalmente é definido como o "maior poder do universo, ou a maior força que existe". Essa descrição é encontrada também nos trabalhos de muitos cantores e artistas, que exaltam a sublimidade do amor em toda a sua plenitude. Para muitas pessoas, porém, essa é uma forma muito "romântica, idealizada ou fantasiosa" de ver o amor. Elas simplesmente não acreditam que o Amor seja algo assim tão sublime.
Só podemos falar sobre o Amor quando ele é vivido realmente, de forma efetiva em nossa existência. Cada pessoa pode vivê-lo de uma maneira, já que se trata de um estado subjetivo de ser. Mas, quando é vivido efetivamente por um indivíduo, esse costuma descrever a situação reforçando sempre a idéia de ter realmente encontrado a Felicidade.
A Psicologia Moderna nos faz entender que a felicidade absoluta, completa e total não existe. Todas as pessoas possuem problemas, e o que chamamos de Felicidade – muitas vezes vivenciada como um sentimento de realização ou completude – é, na verdade, o melhor estado possível de equilíbrio dinâmico entre nossas tensões criativas e os desafios da vida.
Assim, quando uma pessoa parece encontrar o que ela costuma chamar de "Alma Gêmea" ou "Cara-Metade", por um certo tempo ela será invadida por um sentimento de plena Felicidade, sentindo-se completa. Um complementa o outro, no melhor sentido da palavra. Mas a Felicidade não é uma situação estática, "parada". É antes, como foi dito, uma situação de equilíbrio dinâmico, ativo, em que as duas partes envolvidas, devem querer atuar, para que a relação possa se desenvolver de maneira construtiva.
Com o tempo, ambos os parceiros descobrem diferenças entre si, novos gostos e opiniões que se combinam, e na convivência enfrentam os desafios da vida, juntos, compartilhando as suas tensões ou possibilidades criativas. A Felicidade desse Amor, não exclui portanto, os problemas – ela os inclui, numa forma de lidar com eles, que seja a melhor possível nos limites que a existência de ambos possibilita.
Por enquanto, foi falado daquilo que comumente é chamado de "Amor Romântico". Entre os esotéricos, fala-se também de um "Amor Universal", um tipo de compaixão que pode se estender a todas as pessoas, e que ganha uma importância social e coletivamente espiritual na máxima Cristã "Amai ao próximo como a si mesmo". Não podemos nos enganar: a nossa sociedade, ainda não conseguiu assimilar completamente as conseqüências desse ensinamento.
É notório que para o indivíduo poder expressar amor pelo próximo, ele deve também amar a si mesmo. Só quem se ama, possui auto-estima e energia suficiente para poder amar outra pessoa. O amor é uma energia: psicólogos famosos como Freud, Jung e Rollo May a descrevem como uma energia psíquica que é a fonte mais poderosa de transformação da personalidade. É "simbolicamente", o maior poder do Universo, como dizem os místicos. E para se amar, o indivíduo precisa se conhecer melhor, pois conhecendo as suas potencialidades ele pode se autovalorizar, e conhecendo suas limitações ele evita a arrogância (uma das inimigas do Amor).
Autoconhecimento, desde de Sócrates na Antiga Grécia, tem sido referenciado como um dos mais eficazes caminho para se obter o desenvolvimento espiritual e para se atingir a felicidade. Naquela época a palavra psique significava alma, e a Psicologia era o estudo da alma humana em busca do autoconhecimento.
Nos dias atuais, continua sendo verdadeira, a afirmação de que através do autoconhecimento o homem pode se beneficiar em todas as áreas da vida: corporal, mental, social, romântica, espiritual, etc. Mas, essa é uma realidade que só é aceita quando vivida efetivamente na prática, da mesma forma que o Amor.
Observamos, então, que tudo se interliga: o Amor e o Autoconhecimento ajudam o homem a alcançar a Felicidade, conceitos esses que só são compreendidos quando praticados na vida. E o homem só vive tais possibilidades quando busca, e deseja viver efetivamente essas realidades, pois ele é altamente capacitado para criar e dirigir a sua própria existência.
Num sentido social mais amplo, a prática do Amor Universal resultaria numa sociedade mais justa, solidária e igualitária. Está nas nossas mãos a possibilidade coletiva de optar pelo Amor como fator estruturante básico para a organização de uma sociedade mais feliz ..., a não ser, que se opte pela opção menos trabalhosa de achar que tudo isso é uma utopia, para cruzar os braços e não se fazer nada pelo bem de si e dos outros. Se você acha que se encontra em tal situação, busque então pelo seu amor próprio, e então depois, procure descobrir em seu íntimo, o que você pode fazer para contribuir com as outras pessoas, e com a sua sociedade.

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