terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Que...



Que minha solidão me sirva de companhia.

Que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.

(Clarice Lispector)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O cachorrinho manco


Diante de uma vitrine atrativa, um menino perguntou o preço dos filhotes de cachorro à venda.
- Entre 50 e 100 reais, respondeu o dono da loja.
O menino puxou uns trocados do bolso e disse:
- Eu só tenho R$ 9,50, mas posso ver os filhotes?
O dono da loja sorriu e chamou uma linda cadelinha que veio correndo, seguida de outros cãezinhos. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível.
Imediatamente, o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:
- O que é que há com ele?
O dono da loja explicou que o veterinário o tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar.
O menino se animou e disse:
- Esse é o cachorrinho que eu quero comprar.
O dono da loja respondeu:
- Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente.
O menino ficou transtornado e, olhando bem para o dono da loja, disse:
- Eu não quero que você o dê para mim, aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. O menino com olhar muito sério continuou: Na verdade, eu lhe dou R$ 9,50 agora e R$ 5,00 por mês, até completar o preço total.
O dono da loja contestou:
- Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho, ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos.
Então, o menino abaixou-se e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua perna com um aparelho de andar. Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
- Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.

Autor Desconhecido

domingo, 4 de dezembro de 2011

Desencanto


Senhor!
Em certos dias de minha vida encontro muita dificuldade para suportar meus problemas, sentindo-me cansado, saturado até, dos percalços e dificuldades diárias. Mas penso que é impossível deixar de sentir exaustão, algumas vezes, com o tumulto que é a vida na Terra nos dias atuais! Nas ruas, meu Pai, pessoas de semblante frio esbarram em mim ostentando declarado desdém pela sorte alheia; se pedestre, não encontro espaço certo para uma travessia segura; se motorista, sempre há alguém para atravessar a rua impedindo-me de prosseguir. No trabalho, companheiros, ambicionam-me o cargo; eu, por minha vez, nunca estou satisfeito com o cargo que tenho. Se sou correto, meu superior me sufoca; se sou negligente, ameaça-me com demissão. No lar, valho minha conta bancária, meu carro; se trabalho muito, sou ausente; se trabalho pouco, sou relapso e negligente. Por isso, esse sentimento amargo aqui dentro e que deixa o mundo menor, deixa as pessoas pequenas e dá um preço irrisório a tudo o que criastes! Mas não queria que fosse assim... Sinto, meu Deus, que posso ser muito mais do que tenho sido ultimamente, um juiz decadente e cansado de minha própria vida, querendo sim, ser mais alegre, resignado e bom, porém com o coração transbordando desencanto e fel. Por isso estou aqui, em busca de novo estímulo para a minha vida. Ajuda-me Senhor, a não julgar os outros pelo que fazem, mas mostra-me como posso transformá-los mostrando-lhes o que eu faço. Cura-me deste hábito de dar as costas quando sinto repulsa por aquilo que meu próximo diz ou faz e mostra-me como devo agir para que ele renove hábitos e linguagens na minha frente. Corrige-me o coração enquanto é tempo, meu Pai, retirando dele a convicção que a vida é irrecuperável, e modela-o conforme Tua lei, para que eu aprenda a viver com menos preconceitos e julgamentos e com mais misericórdia, alegria e amor! Assim seja!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Encerrando ciclos


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Viagem de trem


Felizes, ou às vezes meio apreensivos, em um lugar fora do espaço, em um tempo diferente, adquirimos a condição de comprar um bilhete de passagem para uma nova viagem, de trem. E o Dono do Trem nos desejou uma boa, feliz viagem!
Por vezes embarcamos num aerotrem, ultramoderno, portanto, mais confortável e mais rapidamente poderíamos chegar ao nosso destino...
Outras vezes, pegamos um trem mais lento.
Seja como for, sabíamos que toda a viagem fora meticulosamente programada.
E assim, pela porta do útero, começamos nosso percurso, na Terra.
Alguns de nós viajamos em cabines bem luxuosas, outros muitos da gente, quiçá, na categoria econômica: Não importa.
Nosso trajeto, por vezes atravessando longos túneis escuros, no entanto, rico, muito precioso em lindas e sedutoras paisagens ao sairmos do outro lado do túnel.
Deslumbramo-nos inúmeras vezes com a beleza, a natureza, o nascer e pôr-de-sóis que coloriam nossa viagem. Víamos à noite, lindas estrelas, luares... De dia, muitas cidades ricas ou pobres, grandes ou pequenas, montanhas, rios, florestas, matagais inóspitos, flores...
Cada um de nós passará por várias estações.
Mas, às vezes, por descuido, irresponsabilidade ou desatenção, nos veremos na contingência de ter que descer antes, bem antes do previsto.
No entanto, por adquirirmos certas qualidades, por estarmos sendo efetivamente úteis ao universo, conseguimos até um bônus, que nos permitirá seguir a viagem por estações outras, para nosso grande contentamento.
Quem decide isto é o “Dono do Trem.” E sua avaliação, extremamente justa porém flexível, é irrevogável, quando Ele decide. Ele realmente sabe das coisas. Acompanha, milimetricamente, cada passageiro, abençoando cada dia, cada vagão, cada criança, adulto, velhinho. Ele consegue mesmo estar no coração, na mente, em todo o ser, de cada passageiro... Ele tudo vê. Nada, absolutamente nada Lhe escapa. E Ele fala com cada viajante, intermitentemente, através da consciência de cada um.
Nesta viagem, estamos acompanhados de muitas pessoas: nossos pais, nossos filhos, nossos amigos... até com nossos eventuais inimigos, que também estão no mesmo trem, apesar de em vagões diferentes. Mas, querendo ou não, com todos eles estaremos em contato.
Na estação nº 24, portanto, quando tínhamos duas dúzias de primaveras, podemos encontrar alguém, que, recém subido no trem, veio sentar-se bem junto a nós... e conosco ele ou ela poderia ter seguido a viagem até o fim da linha ou... ter descido na estação nº 54, 86...
Quando não fora nós que descemos antes, porque naquela dada estação era o nosso destino...
Nesta viagem, por vezes os filhos avançam mais, viajam mais tempo que nós...
Mas, às vezes eles descem antes de nós...
Só quem vai saber, ao certo, é “o Dono do Trem.”
Ele é muito ocupado...no entanto, está sempre acessível a nós. Mas é dificílimo que Ele nos diga, quando, onde, como e em qual estação desembarcaremos...Para ter um “especial encontro” com Ele...que é dono de todos os trens do mundo e que nos disse que em Sua Casa há muitas Moradas...

Dentro do percurso desse trem, encontramos muitas coisas:
- nossa infância, nossa juventude, nossa maturidade, nossa velhice...
e em cada uma dessas estações, vivemos alegrias, tristezas, derrotas, vitórias, autosuperações, batizados, namoros, casamentos, dons, profissões, aniversários em cada estação...
Mas todos os passageiros têm um objetivo, ou uma missão, e devem desempenhá-la o melhor que possam, visando a chegada feliz, triunfal, ou a aquisição daqueles bônus...
Mas nem todos os passageiros sabem que devem chegar ao final da linha, íntegros, realizados, com a consciência tranqüila por terem conseguido viajar satisfatoriamente em todas as suas funções: pais, mães, filhos, tios, avós... amigos ou irmãos de seus companheiros de viagem.
Assim, se de repente há um solavanco no trem, acidentando-se, adoentando-se, levando por vezes um pequeno ou um grande susto na viagem, podem ter a possibilidade de corrigir a tempo seu comportamento. É quando podem ou não utilizar o perdão, a compreensão, mas, fundamentalmente, o Amor.
Uns aprendem, outros não, a ciência do bem viver na viagem.
Assim, uns são conduzidos imediatamente a descerem do trem, outros, por deterem ainda possibilidades de aprenderem e assim, autotransformar-se, tornando-se melhores, permanecem viajando. Outros ainda, mesmo grandemente machucados, seguem bem mais tempo, porque para eles assim estava reservado.
Durante esse percurso, todos nós vivenciamos inúmeras oportunidades que nos são oferecidas: muitas diariamente, algumas só em certas estações, outras ainda só em uma única estação... compete ao passageiro aproveita-las, ou não.
Sorrimos, choramos, caímos, levantamos, mas sempre estamos aprendendo a melhor viajar...
Haverá sempre uma nova noite, um novo dia.
Mas... Chega um momento que no nosso trem parou: Muitos dos nossos queridos podem ter descido antes de nós, outros continuarão, mas agora chegou a nossa vez: temos que descer, temos que chegar, temos que retornar ao encontro do Dono do Trem que, ao fim-de-linha nos aguarda, com Seus Mensageiros.
- Fez boa viagem, meu filho? - Ele nos indaga.
Numa enorme tela colorida, sentados com os Seus Mensageiros Especiais, vemos a retrospectiva de cada momento vivido no trem, de tudo o que fizemos, do que poderíamos ter ou não realizado, da felicidade do dever alegre e estoicamente cumprido, ou não...
E passaremos um tempo refletindo, revivendo, reavaliando, porque muitos de nós não encontrou “tempo” para fazer isto na viagem... e como houve tempo! E como houve travesseiros, filas, árvores, bancos de jardim, ombros amigos, momentos de rica solidão que poderiam ser cultivados, que sementes poderiam ter sido plantadas para frutificar no dia seguinte ou nas próximas estações, melhorando-nos, melhorando alguém...
Mas agora... Tudo o que desejamos é conseguir o suficiente mérito para adquirir um novo bilhete para uma nova viajem de trem... onde poderemos, sinceramente, do fundo de nossa Alma, reviver e reparar... alegrarmo-nos com o reencontro de um grande, incomensurável amor que perdura por séculos...
Ou também, pedir perdão com obras para aqueles que, infelizmente, deixamos para trás sem o lenitivo de nosso perdão, nossas preces, nossa solidariedade...
Porque as pessoas que nos acompanharam viagem afora foram todas, sem exceção, postas em nossa vida por DEUS, que, por Seus Mensageiros Divinos e Especiais, nos disse que somos todos irmãos...
Assim, novamente, encontramo-nos dentro da atemporalidade de um espaço sem fronteiras, como no início...E assim, desenvolvemos ainda mais a Gratidão.
Estaremos, semana que vem ou ano que vem, desembarcando desse “lugar” – que sabemos, é, foi muito lindo, inefável, todo-amoroso... para de novo pela porta de um acolhedor, amoroso útero, recomeçarmos nova viagem de trem. E dessa vez, mais uma vez, juramos à nossa consciência, em firme e belo propósito que haveremos de cumprir muito bem e melhor, nossas tarefas nessa viagem... E que, mesmo nos momentos de descanso, lazer, tudo faremos para cumprir, prazerosamente, o que nos foi cuidadosamente orientado pelo Dono de todos os Trens...
Que, também assim nos disse: “Se vives na feliz ventura do servir, serves à grande aventura do viver...”

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Todos os dias...




Todos os dias...



Despeço-me do que fui e me concentro no que sou agora,


Conservando em meu ser apenas as lições do outrora,


Que me valeram ricos aprendizados


Na dor, na alegria, nas quatro estações de minha alma...


Que agora, radiante, me mostra o porvir,


Sorrindo para mim, acenando-me a Esperança,


Anunciando a bem-aventurança, que de mim,


Como criança, eclode mil maravilhas,


Quando do Éden de minha Consciência em Deus,


Me deslumbro no Adeus.


Todos os dias o sol me inunda de puríssima luz branca,


E minhas lágrimas de gratidão alcançam os céus de meu Espírito.


As nuvens brincam Comigo


E me faz permanecer Contigo,


Dentro de mil arco-íris colorindo o Dia,


E assim penso que minha espiritual alforria


Está cada vez mais perto de Mim.


Todos os dias eu Te vejo,


E quero cantar a melodia dos ventos,


Quero aprofundar-me no Oceano de Conhecimentos


Que me farão mais amorável,


Que me farão caminhar


Pelos caminhos do meu amar,


No mar de ilusões desfeitas,


De antigas rotas direitas,


Que me mostram o infinito,


Para muito além de um sentido grito,


Que um dia me fez implorar:


Meu Deus, meu Deus, onde Você está???


Todos os dias agradeço


Porque sei que mereço voar.


Sei que alcanço o que quiser alcançar,


Quando tomo coragem do meu casulo sair


E qual linda borboleta, voar...


Rumo ao incerto, mas feliz,


Feliz aqui e agora,


Feliz em qualquer lugar!


Todos os dias Te reclamo, meu Deus!


Requisito em Mim Tua Presença,


Que um dia me retirou da descrença,


Porque me fizestes ver que dentro de Mim residias,


Colorindo eternamente meus dias...


E me fazendo por tantas alegrias,


Chorar...


Porque aos poucos estou aprendendo


À Ti, à Tudo, à Todos os seres


Amar! Amar! Amar!


Todos os dias empreendo minha última ação


E recomeço a agir no primeiro segundo seguinte,


Com a maestria e o requinte,


De poder estar sempre presente,


No fluir,


No devir incomensurável de cada instante...


Que me faz sentir


Sabores de eternidades,


Para muito além das saudades


Daquele que fui um dia...


Mergulhando profundamente em Mim


E assim encontrando no silencio


De meu ser...


O Amor


O Amor


O Amor...



Ivanildo Falcão da Gama


http://www.supraconsciencia.blogspot.com/





quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Viagem interior...



Um dos maiores desafios no caminho do autoconhecimentoé aprender a olhar para dentro. Geralmente, costumamos procurar a raiz de nossos problemas e dificuldades no mundo exterior. O outro, as circunstâncias de nossa vida, o destino, são sempre, a nosso ver, os causadores de nossas derrotas, medos e angústias.
Ao iniciarmos a busca pela origem de nossos problemas, é fundamental que aprendamos a exercitar a auto-observação, um foco permanente na forma como reagimos ao mundo e às pessoas. Quanto mais dependente do exterior for nosso equilíbrio, mais difícil será nos libertarmos de nossas aflições.É preciso observar como reagimos aos acontecimentos que contrariam nossa vontade. Se ruminarmos por horas, dias, estaremos alimentando cada vez mais o ego, a parte de nosso ser que precisa de aprovação, atenção e incentivos para poder nos sentirmos felizes.
Quanto mais fundo formos nesse mergulho e encararmos nossas dificuldades com coragem, entendendo que elas são fruto de toda uma vida de condicionamento imposto a nós pelo mundo exterior, mais rapidamente entraremos em contato com nosso Eu verdadeiro. É importante que estejamos dispostos a vencer o medo da viagem interior, pois não é só se olhar, é assumir seus erros, a sua mania de culpar os outros por suas escolhas e enganos, muito trabalho teremos pela frente. Um medo inconsciente pode querer impedir esse aprendizado, mas é preciso encarar o desafio, se dispor a mudar,experimentar coisas novas, reformular sua visão de mundo, rever seus conceitos, preconceitos e ir a busca do seu Eu real...
Boa viagem ao seu interior, feliz auto-descobrimento
Beijos,
Sandra