quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Dicas para adquirir Felicidade



Esta é uma lista de coisas que a ciência pesquisou (não cito aqui as pesquisas para não se tornar um texto muito chato) e percebeu que causam um resultado prático no humor das pessoas.
Por muito tempo a ciência considerou que cada um tinha uma “cota” de felicidade natural. Ou seja, tem gente que vê o mundo cor de rosa e outros vêem o mundo cinza, independentemente do que estiver acontecendo na vida dessas pessoas.
Mas pesquisas em psicologia vem demonstrando que a felicidade pode ser adquirida. Voce pode intencional e voluntariamente conquistar felicidade para sua vida.
Se voce estiver preparado para trabalhar, se voce decidir que quer mais felicidade, compreenda que esta é uma decisão muito importante pois requer, dedicação, esforço e tempo.
“A infelicidade chega sozinha enquanto que a felicidade precisa ser conquistada”.

Dalai Lama

Dicas: (escolha uma por dia e se determine a pratica-la nas próximas 24 horas, ao final veja quais surtiram mais efeito para voce, pois o efeito não é idêntico para todas as pessoas, e guarde-as para repeti-las outras vezes)

1- Induzir sentimentos de felicidade exercendo influência direta sobre o corpo
Eleve os cantos da boca e sorria com os olhos fazendo as ruguinhas de alegria, pois sorrir trás felicidade. O seu cérebro associa o ato de sorrir com o sentimento de felicidade, há uma íntima conexão entre mente e corpo, e por conta disso ele “lê” esse comportamento e produz endorfinas, e o resultado é uma sensação boa.

2- Perceber racionalmente os sentimentos
Decida contra os sentimentos negativos, decida racionalmente quais sentimentos e sensações quer ter. Combine com voce mesmo que não quer sentir raiva, decepção, etc. Isso possibilita reagir de modo mais adequado e não ter explosões emocionais.

3- Suavizar os sentimentos negativos
Diminua a sensação de impotência tirando o foco dos eventos disfuncionais. Por exemplo, se o transito é algo muito estressante, ouça um CD ou curso de idiomas.
Crie expectativa positiva. Planeje situações agradáveis para sua rotina, como por exemplo programar um segundo café da manhã no escritório antes de iniciar o trabalho.

4- Controlar as emoções negativas
Perceba-as conscientemente e em seguida afaste-as e retome o que estava fazendo. Identifique a emoções negativa,torne-se consciente dela, e em seguida a coloque de lado.
Não extravase a raiva nem derrame lágrimas. Deve-se aprender a dominar o sentimento desagradável para não ficar a mercê dele no futuro. Quanto mais voce repete um comportamento, mais voce está reforçando as conexões neurais deste comportamento. Portanto para se livrar dos sentimentos desagradáveis não repita os comportamentos que estão associados à eles.

5- Aprendendo a desfrutar momentos de felicidade
Mude a maneira de perceber o mundo.
Por exemplo:

Descubra cada vez mais nuanças em um buquê de vinho.

Conheça melhor a outra pessoa a sua frente e inicie uma amizade.

Admire diariamente a luz do amanhecer.

Cultive o sangue frio e não aceite provocações. Pratique auto-controle.

6- Não adiar nada que possa lhe proporcionar alegria
Nunca se sabe o que pode acontecer amanhã, se voce tem uma oportunidade de fazer algo bom por voce hoje, não deixe para amanhã.

7- Imaginar-se em uma posição fora de sua própria vida
Faça o exercício da “sacada”. Imagine-se em uma sacada, olhando para voce em seus problemas. Isso facilita relativizar preocupações e sofrimentos e perceber como essas questões ficam pequenas quando vistas de fora.

8- Imaginar a serenidade que um “mestre” mostraria diante de uma determinada situação
As representações mentais são capazes de moldar o cérebro quase na mesma medida que vivencias verdadeiras. Imagine que voce tem um mestre, muito sábio e competente, e este sábio lhe mostrará como lidar com cada situação problema. Visualize este sábio e seu cérebro se encarregará de lhe personificar o melhor sábio.

9- Repetir
Quanto mais os neurônios são estimulados mais a conexão se torna sólida. Repita tudo o que voce considera interessante ser consolidado em sua vida. Palavras, atitudes, imagens, são fixadas em sua mente pela repetição.

10- Focar a tenção conscientemente os sentimentos positivos
Para intensificar sua fixação no cérebro foque intencionalmente os sentimentos positivos. Não dê importância ao próprio mal estar.

11- Seja curioso
Curiosidade e entusiasmo estão diretamente relacionados. Quem sente curiosidade imediata sobre um assunto, ou sobre alguém, é capaz de se entusiasmar facilmente com outras coisas. Desperte isso em voce procurando se interessar pelo detalhes das coisas. Tenha em mente sempre perguntas que lhe traga curiosidade: Como funciona? Como é? Qual a estória por trás?

12- Faça surpresas
Acessando o circuito de expectativa voce desencadeará sensação de alegria.
Surpresas agradáveis agilizam o raciocínio.

13- Desejar algo é o melhor remédio contra o tédio
O desejo por alguma coisa amplia a satisfação que sentimos ao obte-la.

14- Manter-se longe de bebidas e fumo até o inicio da idade adulta
O cérebro jovem é moldado com mais facilidade, portanto não o apresente ao vício.

15- Tenha um estilo de vida de acordo com sua natureza
Temos mais felicidade quando as coisas que nos rodeiam tem a ver conosco. Estar em desacordo com nossas características nos faz infelizes.

16- Tenha sempre atividades
A natureza nos premia quando levamos uma vida ativa. Não fazer nada é um péssimo remédio para a tristeza. Force-se a atividades que voce sabe que podem lhe agradar. Com certeza voce sairá de casa com expressão no rosto de “Ai meu Deus”, mas voltará com a expressão de “Ainda bem que eu fui”.

17- Tenha sempre objetivos, metas alcançaveis
Uma vida sem objetivos acaba conduzindo à depressão. É necessário a vivencia do êxito. Pense em metas que possam ter o nível de dificuldade dentro do equilíbrio ótimo, ou seja, nem fáceis demais para não se tornar tedioso, nem difíceis demais para trazer frustração.

18- Faça exercícios meia hora por dia
Exercícios físicos aliviam a depressão

19- A variação é próprio tempero da vida
Mudar as formas de extrair prazer da vida é um caminho para fugir da monotonia dos sentidos. Mude o caminho pra o trabalho, o tipo de roupa que costuma usar, a comida que sempre ingere, etc.

20- Aprender a apreciar o encanto do imprevisto
Sempre que o imprevisto lhe aparecer tente completar a frase: “não esperava por isso, mas foi bom porque......” . Assim voce se treina a descobrir encantos por toda a parte.

21- Parar de considerar a utilidade das coisas e fixar apenas na percepção
Veja, ouça, cheire e saboreie mais do que faz normalmente.

22- Modificarmos ligeiramente aquilo a que estamos habituados
O tédio só chega quando desprezamos o princípio da rotatividade das coisas prazerosas.

23- Banho quente, massagem, perfumes, música e boa comida contra a solidão
Satisfaça os caprichos do corpo para evitar a perda da auto-estima.

24- Controlar a excessiva capacidade de imaginar o infortúnio
Apenas isso já nos torna infelizes. Muitas vezes sofremos com problemas que nunca se concretizam. Imaginamos que vamos perder o avião, que seremos demitidos, que vamos levar uma bronca, mas apenas 10%, ou menos, destas situações se realizam.

25- Tenha em mente que nenhuma situação pode ser tão ruim
Veja sempre o lado positivo de todas as coisas, mas considere a realidade e liste argumentos que rebatam as más suposições. Considere qual aprendizado voce extraiu de cada experiência.

26- Lembrar com mais freqüência dos bons momentos
Para aumentar a sensação de satisfação tire alguns minutos por dia apenas para se lembrar dos bons momentos da sua vida.

27- Ir embora no melhor da festa
A última impressão é a que fica e, um gostinho de “quero mais” sempre é mais agradável.

28- Expectativa positiva e esperanças realistas em relação às coisas que dependem de nós
Quanto mais expectativas positivas maior a probabilidade de se sair bem no que faz.

29- Visão exageradamente cor de rosa
Pensamento positivo não significa dizer mentiras bonitas, pois estas estão sempre sujeitas à decepção. Foque o positivo e aceite a realidade. Por exemplo, nada de olhar para o espelho e dizer: “Sou lindo e todo mundo me adora”, pois a realidade pode ser bem interessante e aceitável: ”Não sou lindo, nem todo mundo me adora e nem por isso preciso me incomodar com os outros, pois isso não reflete o real valor de uma pessoa”.

30- A ambição é um instrumento de tortura
Ânsia por fama e fortuna reduz o grau de satisfação com a vida.
A ambição desmedida é relacionada à fobias e depressão.
Interesse, metas, motivação são muito diferente de ambição desmedida e irreal.

31- Prestar atenção nas percepções no momento exato em que surgem
Pois a memória manipula as lembranças. É possível lembrar como muito ruim algo que foi apenas desconfortável. Portanto a cada situação desagradável, pare e perceba, conscientemente, que voce pode superar.

32- Estar atento aos momentos de felicidade
Saboreie os momentos de prazer para não desperdiçar nenhuma parte e ter a oportunidade de o conhecer completamente.

33- Diário da felicidade
Jogue “luz” a tudo que produzir algo agradável. Escreva freqüentemente tudo o que lhe acontecer de bom, coloque em foco as ocorrências agradáveis da sua vida.

34- Valer a pena
Envolva-se com algo que acredite valer a pena, mesmo que aparentemente cause sofrimento, no fundo a sensação é de satisfação. Por exemplo, trabalhe como voluntário, ajude o vizinho, etc.

35- Voltar o olhar para fora de suas angustias
Ocupe-se de outras coisas rompa o circulo vicioso dos pensamentos e sentimentos sombrios.

36- Imaginar cenas animadas e coloridas
Distrai e tira o foco do problema.

37- Olhar, escutar e sentir intensamente
Olhar para o mundo com atenção. Assim esquecemos de tudo, até de nós mesmos.

38- Levar a sério cada atividade do cotidiano
Tudo o que for feito com muita concentração mantém o cérebro ativo, e assim possibilita atingirmos o estado de “fluxo”. Fluxo é a sensação de envolvimento de forma a não percebermos o tempo passar.

39- Procurar desafios na medida certa
Tarefas difíceis demais ou fáceis demais não nos leva á saudável excitação ou até mesmo a alegria. Isso evita a falta de êxito ou o tédio.

40- Pequenas metas para iniciar
Vitórias parciais merecem mais atenção do que o resultado final.

41- Meditação
Dirigir a percepção para um foco simples permite a pessoa esquecer o próprio eu e vivenciar sentimentos de euforia. Tranqüiliza o espírito e relaxa o corpo.
Ex. Fixar-se na cadência da respiração

Direitos humanos básicos


Todos temos:

· O direito de ter direitos e a defendê-los.

· O direito de manter a sua dignidade e respeito, comportando-se de modo positivo ou assertivo, - sem violar os direitos dos demais.

· O direito de ser tratado com respeito e dignidade.

· O direito de recusar pedidos sem ter que se sentir culpado ou egoísta.

· O direito de experimentar e expressar os próprios sentimentos.

· O direito de parar e pensar antes agir.

· O direito de mudar de opinião.

· O direito de pedir o que quiser (aceitando que o outro tem o direito de dizer não).

· O direto de fazer menos do que humanamente você se é capaz de fazer. · O direto de ser independente.

· O direito de decidir o que fazer com seu próprio corpo, tempo e propriedade (sempre agindo dentro da lei).

· O direito de cometer erros e de se responsabilizar por eles. · O direito de se sentir satisfeito consigo mesmo.

· O direito de ter suas próprias necessidades e que estas sejam tão importantes quanto as necessidades dos demais.

· O direito de pedir (e não exigir) aos demais que respondam às nossas necessidades e de decidir se satisfazemos ou não as necessidades dos demais.

· O direito de decisão quanto a satisfazer ou não as expectativas alheias, sem violar os diretos dos outros.

· O direito de ter opiniões e de expressá-las.

· O direito de discutir o problema com a pessoa envolvida, buscando esclarecimentos.

· O direito a ser ouvido e levado a sério.

· O direito de obter aquilo pôr que se paga.

· O direito a ficar só quando assim escolher.

· O direito de fazer qualquer coisa, desde que não viole os direitos de outros nem infrinja a lei.

Assertividade


Existe um tipo de comportamento que, quem o tem, sofre demasiadamente. Refiro-me as pessoas que vivem deixando os outros fazerem dela de gato e sapato. Em psicologia chamamos esse comportamento de “Não Assertivo”.
Já ouvi muita gente usando essa palavra de forma errada. Como por exemplo: “Fulano foi assertivo demais, ele foi lá e despejou tudo na cara dele”. Isso não é assertividade. Isso é agressividade. È impossível ser “assertivo demais”, pois assertividade se refere, principalmente, a equilíbrio.
Ser assertivo, com certeza, é a melhor forma de comportamento que alguém pode querer desenvolver, porque é a forma mais fácil de atingir nossos objetivos. Mesmo se o objetivo for uma coisa simples como uma troca de um produto que não tenha sido entregue com as especificações combinadas, ou se posicionar diante de alguém que furou a fila à sua frente, ou de passar orientações para seu filho por ele não estar cumprindo as regras, ou falar com marido, namorado, colegas, chefe. Qualquer desses objetivos você, com certeza, atinge de forma muita mais fácil quando se consegue ser assertivo.
Tem muita gente que não gosta nada da forma como está conseguindo lidar com as outras pessoas. Sente muita dificuldade em se colocar objetivamente, mas considera que seria impossível mudar sua forma de agir, e diz: “Eu sou assim mesmo... o que eu posso fazer?”... Já ouvi muita gente dizendo: "Eu sei que eu não ajo como gostaria... mas não dá pra mudar". A boa noticia é que dá para mudar sim. Existe algo chamado de “Treino de assertividade”.
É possível perceber que ser assertivo é a única forma de finalmente conseguirmos controlar o nosso ambiente. Controlar como as pessoas falam conosco, ou como em psicologia nós dizemos: Ser "Efetivo interpessoalmente".
Por exemplo: Você não quer fazer mais um daqueles “favorzinhos” que vivem te pedindo, mas fica muito sem jeito em dizer “não”, ou então sente muita dificuldade em se fazer respeitar quando os amigos vêm com aquelas brincadeirinhas sem graça, você imagina que ao mostrar que não gostou você estará perdendo, automaticamente, perdendo o amigo.
Ser assertivo é justamente conseguir dizer “não”, na hora certa, da forma certa, e sem se indispor com as pessoas envolvidas. Sendo que o mais recompensador é perceber que podemos fazer isso, ser afirmativo, sem se tornar uma pessoa cruel, má ou nos tornarmos uma pessoa mal vista pelos colegas, ou familiares.
Mas ser assertivo de verdade é conseguir se expressar, conseguir se colocar de uma forma afirmativa diante das pessoas e ainda assim ter essas pessoas do seu lado, ainda assim ter a simpatia das pessoas.
A importância em conquistar esse comportamento assertivo está no próprio estresse do dia a dia. Quanto menos conseguimos administrar as cobranças impostas, tanto no ambiente do trabalho como em casa, mais aumenta a sensação de impotência, aumenta a raiva e a amargura.
Um bom exemplo disso é quando você pretende mostrar ao seu chefe, ou seu cliente, aquele projeto maravilhoso que tirou horas do seu sono, mas se a outra pessoa ficar com aquela cara de incrédulo na sua frente e você desanimar, perder o rebolado porque se deixou contaminar pelo desanimo do outro, você não conseguiu ser assertivo.
Esse sofrimento pode ser o causador de uma série de problemas psicológicos, como por exemplo: Síndrome do pânico, depressão, ansiedade.
Ansiedade é um transtorno que nem sempre é identificado facilmente, pois a noção do senso comum é que o ansioso é aquele que fica andando de um lado para o outro, que é inquieto. O que não é bem assim. Essa é só uma face da ansiedade. Um transtorno de ansiedade é também identificado pelas preocupações desproporcionais.
O comportamento passivo, ou “não assertivo” pode ter sido aprendido. Culturalmente a mulher é criada para se “comportar” e isto pode significar não se defender, aceitar o que lhe é oferecido sem questionar. A mulher aprende que o ideal é estar dentro das convenções onde se espera que ela nasça, cresça, case, procrie e seja feliz para sempre. Aliás essa mulher convencional quase não existe mais. E nem sei se um dia existiu.
Muitas culturas ensinam o comportamento passivo. Não é incomum alguém dizer às crianças: “Não responda para as pessoas... Seja um menino bonitinho... Fique quietinho...”
O importante é saber que a assertividade pode ser aprendida, todo comportamento pode passar por um reaprendizado, e isso independe da idade.
O que é ser assertivo? É expressar diretamente os seus pensamentos, suas opiniões, sem ameaçar ou castigar as outras pessoas. É fazer os outros saberem quem você é, sem dominar ou humilhar a outra pessoa.
Ser assertivo implica em ser respeitado. É deixar de ser servil. É não mais fazer de conta que o outro está certo e você deve concordar com ele só porque o outro é mais poderoso, mais velho, tem mais conhecimento, é homem, é mulher ou o que for.
É possível que o que você tenha aprendido que era respeito pode na realidade significar servilismo. Eu não sou machista, em feminista, o que eu sei é que todas as pessoas merecem o mesmo respeito.
Ser assertivo implica em dois tipos de respeito, o respeito por você mesmo, e o respeito pelo outro.
É aí que todo mundo confunde ser assertivo com ser agressivo. Quando alguém, depois de muito comportamento passivo, acaba tendo atitudes agressivas, que são o outro extremo, tão indesejável quanto à passividade.
O comportamento não assertivo pode ser bem observado quando pensamos em todas as situações em que fomos engolindo, engolindo, engolindo, até que um dia a conversa acaba em troca de desaforos e coisas ditas para se arrepender logo no dia seguinte. Aí o que se consegue é mais um problema, pois em geral a pessoa se sente culpada por ter explodido, “Poxa vida, não precisava, porque eu fui fazer isso, que papelão, agora todo mundo vai pensar que eu sou um descontrolado“.
Quando você não consegue expressar seus pensamentos e sentimentos de forma honesta, você permite que os outros violem os seus sentimentos. Mas foi você que abriu essa porta e permitiu que o outro abusasse.
Qundo você começa a agir de forma autoderrotista, por exemplo, se desculpando por tudo, se desculpando por existir, por ocupar um lugar no mundo, agindo com falta de confiança, é aí é que os outros encontram a porta aberta, encontram a fragilidade em você. Porque a mensagem que você está passando é: “Eu não conto” , “Meus sentimentos não importam”, “Suas idéias são as únicas que valem a pena ser ouvidas”.
Essa mensagem autoderrotista aparece não só nas coisas que você diz não, parece também na comunicação não verbal. Você também é não-assertivo quando evita o olhar direto para as pessoas, ou sua fala é vacilante, a postura do seu corpo é tensa, seus movimentos são estranhos. E tudo passando a mesma mensagem: “Eu não sou tão importante. Não sou tão interessante”
Isso é ser não-assertivo. É quando você não tem respeito às suas próprias necessidades.
Mas tem outra forma não assertiva que é mais sutil ainda de se perceber, que é quando você não respeita a capacidade do outro em lidar com os problemas dele. É quando você assume responsabilidades que não são suas. Quando você assume o problema do outro porque acha que o outro não tem capacidade de lidar com aquilo. Mas muitas vezes você não está ajudando o outro. Você está atrapalhando o crescimento dele, você tirou a Ser não assertivo é também quando você tenta evitar conflitos a todo custo. Ex: Pense nas situações em que você disse uma frase destas: “Eu fiz todo o trabalho sozinho porque sei que não adianta contar com ninguém mesmo”. “Eu paguei a conta sozinho porque assim fico livre daquela pessoa.” Aí você reclama que ninguém te entende. Você se sente sozinho na multidão. Claro! Está faltando aprender a se comunicar. A parar de se comunicar de forma incompleta.
Quer um exemplo de comunicação incompleta? É quando você diz assim: “Meu marido não é nada romântico. Ele tem que saber que eu gosto de ganhar flores!” Comunicação incompleta é quando você acha que não precisa dizer uma coisa porque essa coisa é OBVIA! Mas é obvia pra você, nada garante que é obvia para o outro.
Quem não é assertivo acaba sendo incompreendido. Sente-se manipulado pelos outros. Sente que os outros não o levam em conta. Por exemplo: quando seu grupo combina de pedir uma pizza, todos dão opinião quanto a que sabor encomendar, muitas vezes nem pedem a sua opinião, mas mesmo se pedirem é possível que acabem encomendando outro sabor totalmente diferente da que você queria comer.
E o saldo final disso tudo? Culpa, ansiedade, depressão, baixa auto-estima e talvez ainda queixas psicossomáticas, como dores de cabeça, úlceras, causados pelos sentimentos reprimidos.
O Ser humano tem capacidade de suportar frustrações, mas há limites. Uma hora a coisa tem que sair de alguma forma. E sempre sai em forma de sintomas. Sintomas somáticos, seu corpo fica doente, ou sintomas psicológicos. E quando extravasa a coisa sai sempre de uma forma que não é proporcional ao que está acontecendo na hora, porque aquela foi só a gota que transbordou o copo.
Mesmo quando aparecem sintomas somáticos como dor de barriga, falta de ar, dor de cabeça, tonturas, não adianta procurar só o médico, porque ele vai tratar apenas esses sintomas, quem vai tratar a causa é o psicólogo. Estes sintomas tem causa psicológica.
Quem não é assertivo tem como problema principal não dizer o que pensa. Aí os outros tem que ler os seus pensamentos, e é claro que não é fácil que os outros adivinhem os teus sentimentos . Como por exemplo: "Eu nem deveria ter que falar, ele tem que saber que eu quero que ele me ajude", ou "É claro que ele devia saber que eu fiquei bravo, tava na cara". Portanto o grande problema em não ser assertivo é pecar em querer que os outros leiam nossa mente.
Outro exemplo: Deixar que os outros tomem decisões por nós. Você quer sair com amigos, quer fazer um determinado tipo de programa, mas não se manifesta, fica torcendo pra que decidam fazer o que você estava pensando. Assim como você não é tão poderoso a ponto de conseguir ler mentes, as outras pessoas também não, o resultado mais provável em uma situação dessas é a sua decepção.
Quem tem algum desses comportamentos não assertivos tem como resultado certo não conseguir gostar de si mesmo, sentimentos de inferioridade, é a pessoa do tipo que sempre acha que aquela roupa bacana não fica bem nela, só na vizinha, aquele emprego interessante também não é para ela, ela jamais conseguiria trabalhar naquela boa empresa, mas seus colegas... Aí sim, pra eles tudo bem. Ou também quando a pessoa se coloca em demasia em papel de subordinação, até mesmo tendo uma posição interessante ainda se comporta como se fosse subordinada ao seu colega de trabalho que estaria em nível hierárquico equivalente. Ou dá mais autoridade para pessoas que até tem poder sob um aspecto específico, por exemplo permitir que seu chefe se envolva em áreas particulares da sua vida.
Daí vem muito da tensão do seu dia a dia, tentar solucionar questões do dia a dia com indiretas, dicas, não dá resultado. Você acaba com o seguinte pensamento: “Não adianta.. já fiz de tudo... não é possível fazer com que os outros me respeitem” . Aí é que você está muitíssimo errado, tem o que fazer sim, existe o que em psicologia chamamos de treino de assertividade.
Preste atenção nos seguintes sintomas: Medo constante de estar incomodando as pessoas. Medo de chamar a atenção. Sente que não tem o direito de ocupar muito espaço. O diagnóstico pode ser a falta de assertividade.
Você deve se dar a oportunidade de repensar tudo esse se comportamento, ou falta de comportamento, porque para quem é passivo lhe falta atitude.
Pare de se desculpar por existir. Se goste mais. Invista em você. Se não consegue sozinho procure ajuda profissional.
Pare de se desculpar por existir. Se goste mais. Invista em você. Se não consegue sozinho procure ajuda profissional.
Quem vive querendo ser tudo para todo mundo acaba não sendo nada para ele mesmo.
Não se deixe levar pelo estilo camaleão, que tenta agradar aos outros e só aos outros, nunca a si mesmo.
Não sinta culpa, troque a palavra culpa por responsabilidade. Ter responsabilidade significa que você tem condições de ser influente em sua própria vida.
A pessoa que não é assertiva é do tipo que pode até ser honesta intelectualmente, mas emocionalmente ela é uma mentirosa. Ela finge que está tudo bem quando no fundo está sofrendo com as coisas que estão acontecendo a sua volta, faz cara de paisagem. E até sua cortesia é uma mentira, porque muitas vezes ela está tratando muito bem uma pessoa mas é porque tem medo do outro.
Uma pessoa assim está sempre planejando, não consegue ser espontânea “Se eu for lá agora vai significar que estou interessada, e não devo demonstrar interesse”, ou “Eu não posso sorrir muito senão vão me achar uma boba... não posso ficar séria senão vão me achar esnobe... Não posso ficar de pé senão vão achar que estou sem graça... não posso sentar senão vão achar que estou de lado”.
Conseguir acrescentar a assertividade em sua vida como opção de comportamento é o ideal, é o que te dá tranqüilidade mental e equilíbrio.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Transtornos de Personalidade









Anti-Social:

Pessoas com este tipo de personalidade apresentam forte desrespeito aos direitos dos outros.

As principais características são:

- Não se conforma com as normas sociais ou com relação à legislação vigente.

- Propensão a enganar, mentir, usar nomes falsos para obter vantagens pessoais.

- Impulsividade ou fracasso em fazer planos para o futuro.

- Agressividade, inclusive com envolvimento em agressões físicas.

- Desrespeito pela própria segurança ou alheia.

- Irresponsabilidade inclusive com obrigações financeiras.

- Ausência de remorso, racionalizando quando fere, maltrata ou rouba alguém.


Bordeline:

Pessoas com este tipo de personalidade são extremamente instáveis quanto a seus relacionamentos, auto-imagem e afetos, demonstrando também muita impulsividade.

As principais características são:

- Esforços frenéticos no sentido de evitar abandono real ou imaginário.

- Relacionamentos instáveis por alternar momentos de idealização e desvalorização do outro.

- Perturbação da identidade, instabilidade da auto-imagem.

- Impulsividade prejudicial à própria pessoa, como por exemplo gastos financeiros, sexo, comer, etc.

- Comportamento suicida ou automutilante.

- Instabilidade afetiva, reatividade do humor com episódios de disforia alternados com irritabilidade ou ansiedade com duração de horas.

- Sentimentos crônicos de vazio

- Raiva inadequada.

Idéias paranóides relacionada ao estresse.

Dependente:

A pessoa com personalidade dependente sente uma necessidade muito forte de ser cuidada, chega a ter um comportamento submisso e aderente, com forte medo de separação.

As principais características são:

- Dificuldade em tomar decisões do dia a dia sem uma quantidade excessiva de conselhos de outras pessoas.

- Necessidade de que os outros assumam a responsabilidade pelas principais áreas de sua vida.

- Dificuldade em expressar discordância por medo de perder apoio ou aprovação. Obs: Não inclui temores realistas de retaliação.

- Dificuldade em iniciar projetos ou fazer coisas por conta própria.

- Chega a oferecer-se para fazer coisas desagradáveis se considerar que irá conseguir carinho e apoio dos outros.

- Sente desconforto ou desamparo quando está só.

- Quando um relacionamento é rompido busca urgentemente outro.

- Preocupação irreal de ser abandonado.


Esquiva:

As pessoas com este tipo de personalidade apresentam uma forte inibição social, sentimentos de inadequação e hipersensibilidade à avaliação negativa.

As principais características são:

- Evita atividades que envolvam contato interpessoal por medo de criticas, desaprovação ou rejeição.

- Reluta em envolver-se com pessoas,

- Reservado em relacionamentos íntimos por medo de passar vergonha ou de ser ridicularizado.

- Preocupação com criticas ou rejeição em situações sociais.

- Inibição em novas situações interpessoais, por se sentir inadequado.

- Vê a si mesmo como inepto, sem atrativos pessoais ou inferior.

- Não assume riscos pessoais nem envolve-se em novas atividades por receio de se sentir embaraçado.


Esquizóide:

As pessoas com este tipo de personalidade são distantes nas relações sociais, e pouco expressam sua emoção em situações interpessoais.

As principais características são:

- Não deseja, nem gosta de relacionamentos íntimos, incluindo fazer parte de uma família.

- Quase sempre opta por atividades solitárias.

- Pouco ou nenhum interesse em manter experiências sexuais.

- Prazer em poucas atividades, ou nenhuma.

- Não tem amigos íntimos ou confidentes.

- Mostra-se indiferente a elogios ou críticas.

- Frieza emocional.


Histriônica:

As pessoas com este tipo de personalidade apresentam excessiva emocionalidade e busca de atenção.

As principais características são:

- Sente desconforto nas situações nas quais não é o centro das atenções.

- A interação com os outros é inadequado, sexualmente provocante ou sedutor.

- Mudanças rápidas e superficialidade das emoções.

- Usa a aparência física para chamar a atenção.

- Estilo de discurso impressionista.

- Dramatização, teatralidade e expressão emocional exagerada.

- Facilmente influenciado pelos outros.

- Considera os relacionamentos mais íntimos do que realmente são.


Narcisista:

As pessoas com este tipo de personalidade mantém um padrão de grandiosidade (em fantasia ou comportamento) sente necessidade de admiração e falta de empatia.

As principais características são:

- Espera ser reconhecido como superior. Exagera em suas realizações e talentos.

- Ocupa-se com fantasias de ilimitado sucesso, poder, inteligência, beleza, etc.

- Crença de ser especial e único, e que somente será compreendido por pessoas em condições elevadas.

- Exigência de admiração.

- Expectativas irracionais de receber tratamento especial.

- Explorador, tira vantagens dos outros.

- Não tem empatia, recusa-se em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos dos outros.

- Sente inveja das outras pessoas e acredita ser alvo da inveja alheia.

- Comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes.


Paranóide:

As pessoas com este tipo de personalidade apresentam um padrão global de desconfiança e suspeita invasivas em relação aos outros, interpretando os motivos dos outros como malévolos.

As principais características são:

- Suspeita sem fundamento suficiente de estar sendo explorado, maltratado ou enganado pelos outros.

- Preocupa-se , com dúvidas infundadas, acerca da lealdade e confiabilidade de amigos ou colegas.

- Reluta em confiar nos outros, com medo de que as informações sejam usadas contra si.

- Interpreta significados ocultos, de caráter humilhante ou ameaçador, em situações normais.

- Guarda rancores persistentes.

- Percebe ataques ao seu caráter que não são visíveis aos outros, e contra ataca.

- Suspeitas recorrentes, sem justificativas, quanto à fidelidade do cônjuge.

Passivo-Agressiva:

As pessoas com este tipo de personalidade apresentam atitudes negativistas e resistência passiva quando solicitado a manter um desempenho adequado.

As principais características são:

- Resiste a cumprir rotinas sociais e tarefas ocupacionais.

- Queixa-se de ser malcompreeendido e não-apreciado pelos outros.

- É taciturno e propenso à discussões.

- Critica e despreza a autoridade irracionalmente.

- Expressa inveja e ressentimento em relação à pessoas aparentemente mais afortunadas

- Queixas exageradas e persistentes de infortúnio pessoal

- Alterna desafio hostil em contrição

Entendendo os pensamentos suicidas...


De todos os pensamentos ruins, negativos que uma pessoa pode ter, tem um que é extremamente comum, mas pouca gente sabe.

Eu falo do pensamento suicida, principalmente em quadros de depressão o pensamento suicida aparece com uma freqüência tão alta que voces se assustariam de saber.

Quando eu falo do pensamento suicida não me refiro apenas aos planos de morte, pensar em como seria bom se não estivesse sobre a face desta terra já é um pensamento suicida, pensar em como seria se tivesse um botão de desligar a vida.

E é neste ponto que fica claro para que esta pessoa deve procurar uma terapia, porque mesmo que a pessoa se considere “medrosa demais” para concretizar o suicídio, apenas o fato de pensar em não estar mais vivo já é muito forte, esta pessoa precisa de ajuda, e ajuda urgente. Por mais que ela resista e pense: “Não há como eu me sentir melhor” sabemos que ela está chegando no limite.

Um pequeno pensamento pode encher a nossa vida de valor e significado, da mesma forma um pequeno pensamento pode terminar com a vida de uma pessoa.

Quando a pessoa pensa que não há solução para os problemas dela, ela começa a pensar em sua própria destruição.

Esse tipo de pensamento vem a mente em momentos de crise. A crise a gente identifica quando há grande desorganização mental, estresse e sensação de incapacidade de solucionar os problemas da sua vida.

O que provoca o sentimento depressivo não são apenas as coisas ruins que acontece na vida da pessoa, que em psicologia chamamos de agentes estressores, que pode ser a morte de alguém, a perda do emprego, a discussão com a vizinha. O que realmente provoca a depressão é a avaliação que a pessoa faz do quanto ela pode enfrentar isso tudo. É o limite da capacidade de enfrentamento que causa a depressão, e cada um tem seu limite, pra uns o limite é mais elástico do que para outro, não adianta vc dizer: “Imagine ficar deprimido só porque aconteceu isso com ele, eu já passei por isso e não fiquei deprimido”. Cada um tem o seu limite, e quando passa esse ponto a pessoa entra em crise psicológica.

Graças à Deus a gente sabe que o impulso para agir tem um tempo limitado, as idéias de morte persistem por algum tempo mas ainda assim normalmente a pessoa consegue resistir ao impulso de concretizar essa idéia, mas só o fato de ter o pensamento já demonstra a importância dessa depressão.

Transtornos Depressivos



Depressão

A depressão é identificada quando os seguintes sintomas mantém-se de forma intensa e duradoura:

Perda de energia ou interesse;

Dificuldade de concentração;

Alterações do apetite e do sono;

Sentimento de pesar ou fracasso;

Dificuldade de tomar decisões;

Irritabilidade ou impaciência;

Achar que não vale a pena viver;

Chorar à-toa;

Sensação de que nunca vai melhorar;

Dificuldade de terminar as tarefas;

Sentimento de pena de si mesmo;

Pensamentos negativos e de culpa injustificáveis;

Perda do desejo sexual.

Distimia:

Critérios do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4a edição (DSM-IV), American Psychiatric Association (APA) estão relacionados abaixo.

a) Humor depressivo (ou irritável) na maior parte do dia durante mais dias do que não, conforme indicado por relatório ou observação subjetiva por outros há pelo menos um ano. (Em crianças, relato dos pais pode enfatizar as dificuldades comportamentais expressando depressão, enquanto a criança pode dar um relatório melhor de sintomas de incorporação, inclusive idéias suicidas.)
b) Presença, enquanto depressivo, de dois (ou mais) dos seguintes sintomas: (1) pouco apetite ou hiperfagia, (2) insônia ou hipersonia, (3) baixa energia ou cansaço, (4) baixa auto-estima, (5) pouca concentração ou dificuldade para tomar decisões e (6) sentimentos de desesperança.
c) Durante o período de um ano do transtorno, a pessoa jamais esteve sem sintomas dos critérios A e B por mais de dois meses a cada vez.
d) Não esteve presente episódio depressivo maior durante o primeiro ano do transtorno, ou seja, o transtorno não seria representado melhor por transtorno depressivo maior crônico ou transtorno depressivo maior em remissão parcial.
e) Jamais houve um episódio maníaco, um episódio misto ou um episódio hipomaníaco e jamais foram satisfeitos os critérios para transtorno ciclotímico.
f) O distúrbio não ocorre exclusivamente durante o curso de um transtorno psicótico crônico, como a esquizofrenia ou um transtorno delirante.
g) Os sintomas não se devem a efeitos fisiológicos diretos de uma substância (como no abuso de substâncias psicoativas ou por uma medicação) ou uma patologia clínica geral (como o hipotireoidismo).
h) Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou comprometimento das áreas social, profissional ou ainda outras áreas importantes.

Outros sintomas associados ao transtorno distímico, mas não incluídos nos critérios formais para diagnóstico, são raiva, sentimentos de não ser amado, autodepreciação, ansiedade e desobediência.


Transtorno Bipolar:

O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos.
A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos.
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.
Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.

Fase maníaca
Tipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias.. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.
Fase depressiva
É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.

Desamparo Aprendido:
O desamparo é aprendido, um grupo de pesquisadores realizaram o seguinte experimentos: Foi feita uma sala com um piso que dava pequenos mas desconfortáveis choques, nesta sala foram colocados cães, não dava para os cães se livrarem dos choques porque pegava todo o piso. Por mais que eles tentassem se livrar do choque não era possível.

Mas quando o segundo grupo de cães foi colocado na sala havia um botão que se eles encostassem o focinho o choque seria desligado. Então este grupo a prendeu a se livrar dos choques, porque conforme eles se movimentaram eles acabaram percebendo que este botão os salvava dos choques.

Num segundo momento colocaram os cães novamente em outra sala onde só metade do piso dava choque. Para o cão se livrar do choque era só dar um passo a frente e sair da área de choque. E foi surpreendente. O 1º grupo que passou pela experiência de ser impossível se livrar dos choques, nem tentou se livrar dos choques nesta sala. Mesmo sendo em outro ambiente, eles ficaram lá... Desamparados. Mas o grupo que tinha como se livrar do choque na sala anterior conseguiu se livrar dos choques facilmente nesta sala também. Eles não desistiram e foram bem sucedidos.
O que esse experimento nos mostra é que com agente é assim também. Quando as pessoas passam por experiências difíceis, onde elas não conseguiram contornar a situação e depois passam por outro problema, em outra situação diferente, a pessoa fica apática, nem tenta, mesmo que nessa situação ele tenha possibilidade de sucesso. Isso significa que o desamparo foi instalado.

O desamparo provoca três tipos de deficiências: motivacional, de aprendizagem e emocional.

A deficiência motivacional é porque você fica sem vontade pra nada.

A deficiência de aprendizagem é porque depois que se aprende algo tão forte como o desamparo também precisa de um trabalho forte para desaprende-lo.

Há deficiências emocionais porque há uma ruptura afetiva.

Entendendo um pouquinho sobre os Transtornos de Ansiedade




Ansiedade

Normalmente é reconhecida como medo, mas muitas vezes damos o nome de "Agonia", "pavor", "angústia", "afobação" e muitos outras formas de perceber o que na realidade é ansiedade.
As reações somáticas mais comuns que acompanham a ansiedade são: a tensão muscular, o tremor, o suor das mãos, axilas ou pés, o desconforto respiratório ou no peito, às vezes chegando à dor, a vertigem, dor abdominal, arrepios e vontade de evacuar ou urinar, entre outros.
Quando ansiosos tendemos a procurar evidencias de que corremos risco de sofrer ferimentos, asfixia, ficar mortalmente doentes, sermos atacados por outros seres humanos ou animais, sentir dor ou aversão, sofrer infortúnio (perdas ou privações) ou sermos socialmente rejeitados e excluídos, etc..

TOC - Transtorno Obssessivo Compulsivo

Facilmente identificado quando se apresenta: Preocupação excessiva com germes, contaminações ou doenças; Lavar as mão repetidamente; Verificar portas, janelas, gás, fogão, etc, de forma repetida; Ter a mente invadida por imagens ou palavras que não deseja; Dúvidas, repete várias vezes a mesma tarefa ou pergunta; Simetria, os objetos devem estar alinhados, organizados ou perfeitos; Guardar coisas inúteis, jornais, caixas, embalagens.

AVALIE A SUA POSSIBILIDADE DE TER O TOC:

Assinale com um X:
Preocupo-me demais com germes, contaminações sujeira, pó ou doenças;
Lavo as mão a todo momento e de forma exagerada;
Tomo vários banhos por dia ou demoro demasiadamente no banho;
Troco as roupas demasiadamente pois sempre tenho a sensação e que elas estão sujas;
Não toco em certos objetos, corrimão, trinco de porta, dinheiro, etc, sem lavar as mãos depois;
Evito certos lugares, banheiros públicos, hospitais, cemitérios, por considera-los pouco limpo ou achar que posso contrais doenças;
Não sento na cama ou sofá com roupas que usei na rua;
Verifico portas, alarmes, janelas, gás, geladeira, fogão, etc, de forma repetida ou excessiva;
Minha mente é invadida por pensamentos ruins, impulsos, imagens ou palavras que não desejo, ou considero impróprias e me provocam aflição. Tento afasta-los mas nem sempre consigo;
Tenho sempre muitas dúvidas, repetindo várias vezes a mesma tarefa ou pergunta para ter certeza de que não vou errar;
Dedico tempo demasiado à preocupação com simetria das coisas. Os objetos devem estar alinhados,organizados ou perfeitos;
Necessito fazer coisas de forma repetida e sem sentido, tocar, contar, repetir números, palavras, frases, etc, com medo de que algo ruim aconteça;
Sou supersticioso com certos números, cores, lugares ou datas;
Guardo coisas inúteis, jonais velhos, caixas vazias, rótulos, embalagens, e me preocupo demais em armazenar, colecionar ou poupar.

Marcando uma ou mais destas afirmações é provável que você seja portador de TOC. Para que o TOC fique caracterizado os sintomas devem causar desconforto ou interferir de forma significativa em sua rotina, desempenho profissional ou nas relações sociais.

TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada

Este transtorno caracteriza-se por preocupação excessiva, desproporcional ou sem motivo. A ansiedade acompanha sintomas físicos que causam prejuízos sociais, abrangendo até mesmo as relações de trabalho e familiares além de acentuado sofrimento psíquico devido à intensa auto observação. Como o estado de ansiedade perturba a visão que a pessoa tem a respeito de si mesma e a respeito do que acontece no ambiente é necessário que esse diagnóstico seja sempre feito por um especialista (psicólogo). O transtorno de ansiedade generalizada costuma ser crônico, duradouro com pequenos períodos de remissão dos sintomas, mas geralmente leva o paciente a sofrer com o estado de ansiedade elevado durante anos.

TSPT - Trantorno do Stress Pós traumático

CRITÉRIOS DIGNÓSTICOS: (Segundo DSM –IV-R)

A- A pessoa foi exposta a um evento traumático em que um dos dois aspectos ocorre:

1- A pessoa experienciou, testemunhou ou foi confrontada com um evento ou eventos envolvendo risco de morte ou dano físico para si mesma ou para outros.
2- A resposta da pessoa foi de medo, desespero ou terror intenso (obs. Se for uma ccr estes comportamentos podem ter sido manifestados na forma de comportamento desorganizado ou agitado)

B- O evento traumático foi reexperienciado em uma ou mais formas:

1- Lembranças recorrentes e intrusivas do evento, incluindo pensamentos ou percepções (obs. Em ccr brincadeiras repetitivas alusivas ao tema podem ocorrer)

2- Sonhos ou pesadelos sobre o evento estressante (obs. Em ccr podem ocorrer sonhos de conteúdo irreconhecível)

3- Agir ou sentir-se como se oevento estivesse se repetindo; incluindo sentimentos de reviver a experiencia, ilusões, alucinações, flashbacks (obs. Em ccr dramatizações sobre o tema podem ocorrer)

4- Intenso extresse quando exposto a estímulos internos, externos ou situações semelhantes.

5- Reatividade fisioógica à exposição a estímulos internos, externos ou a situações semelhantes.

C- Evitação constante de estímulos associados ao trauma em três ou mais situações:

1- Tentativa ou desejo de evitar pensamentos, sentimentos ou conversas relacionads ao trauma

2- Tentativa ou desejo de evitar atividades, lugares ou pessoas que relembrem o trauma.

3- Inabilidade em lembrar um importante aspecto do trauma;

4- Redução evidente do interesse em participar de atividades anteriormente significativas.

5- Sentir-se abandonado ou como um estranho para os outros.

6- Redução de afeto (ex. inabilidade em sentir amor)

7- Perda de sentido do futuro (ex. sem expectativas em ter uma carreira, casamento, crianças ou uma vida normal)

D- Sintomas persistentes (ausentes antes do evento) em dois ou mais aspectos.

1- Dificuldade em dormir ou permanecer acordado

2- Irritabilidade ou hostilidade.

3- Dificuldade de concentração.

4- Hipervigilancia

5- Respostas súbitas exageradas.

E- A duração do transtorno (sintomas dos critérios B, C e D) é superior a um mês.

O distúrbio causa sintomas estressantes significativos ou diminuição do funcionamento social, ocupacional ou outra área importante.

Fobia Social

É um medo acentuado e persistente ou irracional de objetos ou situações claramente discerníveis e e circunscritos. Mas o diagnóstico é feito apenas se a esquiva, o medo ou antecipação ansiosa do encontro com esses objetos ou situações interferirem significativamente na rotina diária, prejudicando o desempenho, a vida social ou causar sofrimento em demasia.

O foco do medo pode ser:

1- Animal (cão, gato, sapo, pombo, etc)

2- Ambiente natural (tempestade, altura, água, etc)

3- Sangue / injeção/ ferimento

4- Situacional (túneis, pontes, lugares fechados, aviões, dirigir, etc)

Síndrome do Pânico:

São ataques inesperados e recorrentes, o que torna o indivíduo preocupado.

Os sintomas surgem abruptamente, como por exemplo: ritmo cardíaco acelerado, suor frio, tremores, falta de ar, aperto na garganta, sensação de sufocamento, dor no peito, náusea, tontura, dor de barriga, medo de perder o controle ou enlouquecer, medo de morrer, formigamentos, calafrios ou onda de calor, sensação de que vai desmaiar, desrealização e despersonalização, que é a sensação de estar ali, mas ao mesmo tempo não estar.

Alguns mal saem de casa, deixam de trabalhar, de estudar ou estar com amigos.

A palavra pânico significa medo muito intenso. A pessoa tem medo, mas não sabe do que, normalmente os sintomas ocorrem em lugares inesperados, como na rua, na sua própria casa, etc.

AGORAFOBIA:

É uma fobia generalizada que freqüentemente se associa ao pânico. Caracterizada pela impossibilidade de andar nas ruas ou faze-lo somente com medo ou sofrimento acentuado.

Ansiedade de estar em locais ou situações em que a saída seja difícil, ou o auxilio possa não estar disponível na vigência de um ataque ou sintomas de pânico.

- Medo de: (há variações conforme a pessoa mas os mais comuns são)

- Estar longe de casa ou de pessoas que dêem segurança

- Andar de carro, ônibus, trem metro ou avião

- Locais fechados e cheios como cinema, supermercados, restaurantes,etc

- Situações nas quais a saída seja difícil como congestionamentos, estádios, ocupar o banco de trás de um carro, etc.

- Fila de banco

- Túneis , passarelas, pontes..

- Elevadores

- Viajar

- Ruas cheias

- Feiras

O medo de ter medo, a ansiedade antecipatória é a característica mais comum que impede a exposição.
Em terapias tradicionais perde-se muito tempo procurando “culpados”, quando poderia estar resolvendo o problema.

Teste: Escala de Esquiva e desconforto para Agorafobia

Anote de 0 a 3 o quanto te incomoda cada uma das situações abaixo:

0 = Ausência de desconforto

1= Desconforto leve

2= Desconforto moderado

3= Evito por causa do intenso desconforto



.....Sair de casa sozinho

.....Ficar em casa sozinho

.....Usar transporte coletivo ou automóvel

.....Locais cheios ou multidões

.....Congestionamentos

.....Filas

.....Elevadores

.....Túneis, passarelas ou pontes

.....Espaços abertos

.....Viajar


Uma ou mais com 2 ou 3 já é bastante sugestivo para agorafobia

Faça a soma dos pontos:

Até 9 Agorafobia leve

De 10 a 20 Agorafobia moderada

Acima de 21 Agorafobia grave